Visita a Florença, a bela capital da Toscana (com bate-volta Pisa e Lucca), em DETALHES…

ENFIM, A TOSCANA…

Seguindo pelas minhas andanças na bela Itália, ao terminar minha visita em Roma, resolvi partir para a região da Toscana, mais precisamente para uma visita a Florença, sua capital, onde planejei ficar 3 dias. Uma cidade super bonita de dia, mas com uma beleza noturna incomparável, onde uma das atividades mais interessantes é andar a pé por suas ruas e admirar suas construções antigas… É uma cidade cheia de atrações, ao contrário do que muitos dizem… Sem falar da possibilidade de se fazer um bate-volta para Pisa e Lucca de maneira EXTREMAMENTE TRANQUILA.

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Pois bem… Saindo da estação de Termini em Roma, levei em torno de 2 hs (talvez menos) para chegar, de trem, na principal estação ferroviária de Florença (ou Firenze, como preferir): Estação Santa Maria Novella. Meu hotel (o excelente Sette Angeli Rooms), seguindo a conduta de sempre se hospedar próximo à estação de trem, ficava a 10 min a pé da estação… Cheguei por volta das 10 hs da manhã e, às 11 hs, já estava na rua, com o mapa da cidade que adquiri no hotel,  começando a curtir o bom da cidade… E o bom da visita a Florença é que tudo o que você quer ver na cidade é possível visitar apenas andando…

Comecei minha visita a Florença indo direto para a “Galeria Dell’Accademia”, onde fica a estátua original de David, de Michelangelo. Como já citei em algumas postagens anteriores, não sou um “profundo amante da arte”. Até me animei de entrar dessa vez e tudo mas, quando vi a longa fila, logo desanimei. Me contentei em apenas tirar uma foto em frente à galeria e partir para as outras atrações da cidade, que não são poucas e que iam me consumir um tempo mais proveitoso do que esperar para ver o David original, cuja réplica eu ia ver de graça dali a alguns minutos na Piazza Della Signoria… Mas, para os amantes da arte, é um programa indispensável…

Seguindo a rua da Galeria Dell’Accademia, encontrei o famoso Duomo de Florença: a Catedral de Santa Maria Del Fiore. Trata-se da quinta maior igreja da Europa e, quando a vi, fiquei simplesmente “bestificado”. Uma igreja linda, cercada de turistas impressionados com sua grandiosidade e tentando, de alguma maneira, tirar fotos de um ângulo onde coubesse a maior parte da igreja possível…rs. Vi filas e mais filas para entrar na Catedral, ainda maiores do que para ver o David… Realmente, uma obra que desperta a admiração instantânea de quem a vê… Tirei algumas fotos e, em seguida, continuei com meu passeio pela cidade.

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Não muito longe dali, cheguei na Piazza Della Signoria, onde pude, finalmente, tirar fotos com uma estátua do David, que fica em frente ao Palácio Vecchio, uma construção linda, onde funciona a prefeitura de Florença… Uma multidão de pessoas, que tiveram a mesma idéia que eu, se aglomeravam para tirar uma foto com a estátua… Vendo a réplica, que já é de impressionar, até bate a vontade de voltar na Galeria e tentar entrar novamente para ver a original…rs. Ali, logo ao lado, ainda contamos com as estátuas de Hércules e Caco de Baccio Bandinelli; o Perseu segurando a cabeça da Medusa, de Cellini; O Rapto das Sabinas de Giambologna. E, ao lado do Palácio Vecchio, temos a Galeria Degli Uffizi, um dos mais famosos museus do mundo.

Continuando o passeio, segui para a bem próxima Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno. Essa ponte também faz parte da lista das grandes atrações da cidade e fica bem próxima da Galeria Degli Uffizi. Possui muitas lojinhas ao longo da mesma, a maioria de jóias e bijuterias. Rende boas fotos, principalmente focando o Rio Arno, que é lindo…

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Depois de comprar um gelato e encher minha inseparável garrafinha numa das fontes disponíveis pela cidade, segui meu passeio indo em direção ao Piazzale Michelangelo para ver a cidade do alto, uma atração um pouco mais distante mas que vale a pena… A subida é para quem tem fôlego: muitos degraus que exigem um preparo físico razoável para conseguir essa vista maravilhosa da cidade. Os turistas adoram subir até lá e fazer piqueniques assistindo o pôr do sol de Florença deste ponto que é, sem dúvidas, o mais bonito da cidade… Neste local, também é possível encontrar lojinhas onde se pode comprar os famosos souvenirs… Tinham alguns bem engraçados como, por exemplo, aventais e cuecas com a foto do “pinto” do David estampado em tom de brincadeira…rs.

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Depois disso, e bem cansado, resolvi voltar para o meu hotel e planejar o que ia fazer no meu dia seguinte em Florença… Mas antes, resolvi fazer um lanche e encontrei uma feirinha super bacana, organizada e lotada de turistas em frente a Igreja de Santa Maria Novella (próxima a estação do trem e do meu hotel), onde vi várias barraquinhas super animadas, com comidas e músicas de diversos países, inclusive uma barraquinha brasileira (tocando Cazuza…rs). Os preços eram bem acessíveis e acaba sendo uma boa dica para aqueles que querem economizar na questão da alimentação…rs.

No outro dia, então, resolvi visitar as outras atrações menos badaladas, porém igualmente interessantes de Florença… Andando pelas ruas da cidade (que é, como citado anteriormente, uma das principais atrações dessa visita a Florença) de posse do meu mapinha, pude ver outras igrejas e piazzas maravilhosas, que dão um toque de elegância bem peculiar à cidade. E é um passeio que, dependendo da disposição do viajante, pode durar até 2 ou 3 dias… Dentre as atrações principais, destacam-se uma linda sinagoga, representando muito bem o judaísmo em Florença, o Palácio Pitti, logo no fim da travessia do Rio Arno, a loja da Scuderia Ferrari, o Mercato Centrale e a Basílica de San Lorenzo.

O meu terceiro e último dia em Florença não foi, na realidade, em Florença. Foi o dia dedicado ao bate-volta Pisa e Lucca. Acordei bem cedo, peguei meu trenzinho na estação Santa Maria Novella e parti para a Estação Pisa Centrale, que fica a uns 40 minutos de Florença (no fim do post, dicas de como andar de trem na Itália, sem mistérios), pagando pela passagem 8 euros (achei barato). Ao chegar em Pisa, que é uma cidade bem pequena e cuja atração quase que exclusiva é a famosa Torre de Pisa, tratei logo de ir ao seu encontro. Uma caminhada de +- 20 minutos até o local onde fica a torre, passando por algumas piazzas e atravessando um rio, enfim a encontrei.

A torre de fato impressiona. Afinal, a inclinação dela causa realmente uma certa angústia, dando sempre a idéia de “Como isso pode estar em pé?”…rs. Turistas e mais turistas procurando diversos ângulos em busca da melhor foto com a torre já que, de alguns ângulos, a inclinação não aparece nas fotos…rs. E ainda existe a possibilidade de subir na mesma até o seu topo, pagando um valor não muito caro pelo ingresso. Eu, pessoalmente, não achei graça em subir na torre… Mas há quem não dispense essa “adrenalina”…rs.

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Ao fim da sessão de fotos na Torre de Pisa, retornei à estação Pisa Centrale e parti para a estação de Lucca no trem mais barato que peguei na Itália: 2,60 euros. Em 25 minutos estava lá…

A cidade de Lucca é pequena e muito bonitinha. Logo que se sai da estação, andando-se uns 5 minutos, logo se depara com o portão de entrada da cidade, que é cercada por um “muro”, que antigamente servia para proteger a cidade. Isso ajudou a mesma a manter seu aspecto de colônia romana, que dão um charme todo especial à cidade.

É um lugar sem grandes destaques turísticos internacionais, porém bom para se andar e admirar as belezas históricas das construções. Destacam-se e rendem boas fotos o Museu Nacional de Villa Guinigi, a Igreja de São Miguel, a Basílica de São Frediano, a Catedral e Lucca e o Anfiteatro de Lucca. Sem falar nas excelentes fotos que podemos tirar nos topos dos charmosos muros da cidade, bem gramados e arborizados…

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Ao fim desta visita, resolvi pegar meu trenzinho de volta para Florença (11,60 euros, preço razoável) para dormir minha última noite na Toscana. No dia seguinte, bem cedo, eu tinha que pegar meu trenzinho direto para Veneza… Mas essa história fica para o próximo post…rs.

DICAS IMPORTANTES SOBRE TREM NA ITÁLIA:

. Sempre que possível, compre todos os seus bilhetes com antecedência no site da Trenitália. Não é complicado e basta imprimir o voucher. Quanto mais próximo da data da viagem, mais caro fica o bilhete. Saiba, DETALHADAMENTE, como adquirir seus bilhetes de trem pela internet, sem stress, aqui.

. Para aqueles que sempre preferem comprar na hora e se preocupam com uma eventual falta de bilhetes, acho que raramente alguém deixa de viajar por esse motivo, pois existem muitos trens disponíveis e as linhas ferroviárias italianas são bastante organizadas, inclusive com relação aos horários de chegada e partida. Portanto, nunca cheguem atrasados.

. Comprar bilhetes na hora nas máquinas é muito simples. Pode-se comprar com euros em espécie ou com cartões de débito/crédito, escolhendo data hora, preço e tipo de trem que se deseja. Existe a opção de escolher o idioma espanhol para utilizar a máquina e é super tranquilo.  No meu caso, comprei utilizando cartão de crédito e tudo correu super bem.

. Viaje SEMPRE com seu voucher/bilhete em mãos pois o mesmo é solicitado por um funcionário da Trenitália ao longo da viagem.

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DICAS IMPORTANTES SOBRE ALIMENTAÇÃO NA ITÁLIA:

. Uma combinação muito utilizada por lá para almoço/jantar é o Primi piatti que acompanha o Secondi piatti. O Primi piatti é a massa, que se come primeiro e depois é servido o Secondi piatti, que é uma carne, frango ou peixe que se deseja. Para se comer barato na Itália, é preciso pesquisar um pouco porque uma combinação dessas pode variar de 7 euros até 18 euros por pessoa, de um restaurante para outro.

. E claro, não se pode deixar de considerar o Mc Donalds, presente em todas as estações de trem, para as grandes emergências…rs. Afinal, o lanche básico formado por um Big Mac, refrigerante e batata média alimenta razoavelmente bem e fica em “apenas” 6,50 euros…rs.

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Luiz Carahu é professor, carioca, e apaixonado pela arte de conhecer lugares novos. Sempre que é possível, dá uma escapada para dar uma monitorada no mundo e ver se está tudo em ordem pelo planeta Terra...

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