Visita a Londres (com bate-volta em Cambridge e Liverpool), UK, em detalhes e de maneira econômica…

CHEGANDO À TERRA DA RAINHA…

Explorando mais uma trilha pelo mundo, resolvi desta vez fazer uma nova visita à Europa, contemplando dessa vez (pela segunda vez) o Reino Unido (mês de agosto, onde o clima estava ótimo, pois era Verão na Europa), mais precisamente numa visita a Londres. Planejei 5 dias na Terra da Rainha, antes de sair para outros destinos, os quais relatarei em posts futuros…

O planejamento desta viagem foi um dos mais complexos que já fiz uma vez eu tinha a intenção de conhecer muitos pontos turísticos nesse espaço de tempo, fazendo uma combinação complicada entre dinheiro, tempo e distância entre os pontos. Mas, no final de tudo, acabou dando muito mais certo do que planejei e acabou resultando numa boa elaboração de roteiro (incluindo duas visitas bate-volta para Cambridge e Liverpool) para o tipo de viajante MÃO-DE-VACA (assim como eu…rs).

Pois bem: após comprar a passagem de avião e as passagens de trem que eu iria utilizar para me deslocar dentro do Reino Unido (mais detalhes sobre os trens ao longo do post), comecei a estudar como fazer o  deslocamento interno dentro de Londres de maneira barata e eficiente. E, para isso, foi preciso estudar cuidadosamente, dentre outros, o mais famoso sistema de transporte público londrino (que também é um ponto turístico à parte): O UNDERGROUND (METRÔ).😃🚇

Logo que se desembarca do avião no aeroporto de Heathrow, sua vida de viajante mão-de-vaca no metrô já

se inicia (rs). O aeroporto conta com uma estação do Underground em seu interior, que te leva de lá até o centro da cidade em +- 1 h ou até menos (dependendo do local da cidade em que você vai se hospedar). Mas, antes de começar a utilizar o metrô, é preciso antes de mais nada adquirir um item de transporte público INDISPENSÁVEL quando se planeja fazer uma viagem a Londres: o OYSTER CARD.

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O Oyster Card é um bilhete de transporte inteligente o qual é possível carregar com um valor em libras para utilização do metrô, dos ônibus e de outros tipos de transportes públicos de Londres de maneira EXTREMAMENTE MAIS ECONÔMICA do que se optar por comprar bilhetes individuais cada vez que precisar se deslocar utilizando transportes públicos. Ao desembarcar em Heathrow, foi a primeira compra que fiz num caixa eletrônico de venda de bilhetes de metrô na estação que serve ao aeroporto. Dentre as diversas modalidades de recarregar o cartão, escolhi a modalidade TRAVELCARD 7 DAYS, onde fiz uma única recarga no valor que sabia que ia utilizar durante minha viagem e não precisei mais me preocupar com transporte público durante toda a minha permanência em Londres. Bastava utilizar meu Oyster Card para me deslocar quantas vezes eu quisesse pela cidade durante minha estadia.

MAS ATENÇÃO: as regras de utilização para o Oyster Card são extensas e um pouco complicadas para que eu explique aqui neste post. Diante disso, recomendo clicar aqui e aqui para ser direcionado para dois sites que explicam, EM DETALHES, como funciona o Underground (que também é meio complicado) e como utilizar e adaptar o Oyster Card de maneira mais adequada para sua viagem. Mas já vou avisando: VOCÊ NÃO DEVE PENSAR DUAS VEZES. É PRECISO COMPRAR O OYSTER. OU VOCÊ IRÁ À FALÊNCIA! (rs)

Voltando ao nosso roteiro: como cheguei por volta das 13:30 hs e somente +- às 15 hs já tinha me instalado no hotel (o básico, porém razoável Euro Lodge Clapham South), resolvi sair ainda nesse dia para fazer um reconhecimento de campo e fazer uns registros fotográficos noturnos dos principais pontos turísticos da cidade. Fui para a estação Clapham South (a mais próxima do meu hotel. Detalhe: hospedagem em Londres é o item mais caro da viagem, mesmo em pontos mais afastados do centro!) e parti para o centro de Londres, onde já começou meu encantamento pela cidade: descendo na Oxford Circus Station, comecei meus registros por ali mesmo, descendo pela famosíssima Regent Street, contemplando suas lojas super chiques, entre elas a Hamleys (famosa loja de brinquedos da cidade), Tommy Hilfiger e a Apple. Caminhando pela mesma, cheguei na famosa praça Piccadilly Circus, já iniciando os registros fotográficos noturnos (detalhe: a noite só chegou por volta das 21:20 hs, o que é comum nessa época do ano…rs).

Continuando a caminhada, cheguei naquele que talvez seja o símbolo máximo da cidade: a torre do relógio BIG BEN. Bem próximo a ele, também é possível obter excelentes registros de outros pontos famosíssimos como a Abadia de Westminster, o parlamento britânico, o Rio Tâmisa e a London Eye (roda gigante famosíssima da cidade). Essas fotos à noite são indispensáveis nessa viagem. As luzes que iluminam o Big Ben e a London Eye são um espetáculo à parte.  Para fechar essa metade de dia (afinal, cheguei praticamente no meio da tarde) e, como ainda estava cansado depois de 11,5 hs de viagem Rio-Amsterdam (onde fiz conexão) e mais 1 hs de voo Amsterdam-Londres (tudo pela empresa KLM que, diga-se de passagem, é ótima), resolvi pegar o metrô na estação Westminster e retornar para o hotel para descansar e, no dia seguinte, iniciar minha jornada para o reconhecimento diurno da cidade.

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Obs: do segundo dia em diante, adotei a seguinte estratégia para conhecer a cidade: se o ponto turístico em que eu estivesse ficasse a uma distância de até 20 min de caminhada para próximo (segundo o Google Maps), eu saía desse ponto para o outro caminhando. Se a distância fosse maior que 20 min de caminhada, eu ia de transporte público (na maioria das vezes, de metrô). Vejamos como ficou:

No meu segundo dia em Londres, optei por pegar o metrô por volta das 8hs da manhã e iniciar o roteiro indo até a estação Baker Street para visitar o Museu Sherlock Holmes (que está sempre com uma fila generosa à sua porta para entrar). Após os registros fotográficos do local, comecei a jornada: de metrô, fui até Piccadilly Circus para os registros fotográficos diurnos (que ficam melhores do que os noturnos). De lá, fazendo o trajeto integralmente à pé, fiz o seguinte circuito, fazendo todos os maravilhosos registros fotográficos destes INDISPENSÁVEIS pontos turísticos londrinos: National Gallery -> Banqueting House -> Big Ben -> Palácio de Westminster -> Abadia de Westminster -> Museu de Churchill e Cabinet War Rooms -> Park Saint James (caminhada) -> Palácio de Buckingham (onde tive a sorte de ver a cerimônia da troca da guarda real às 11:30 hs) -> Palácio de Saint James -> Clarence House -> Ponte de Westminster -> London Eye (45 min de fila e mais 30 min de passeio em seu interior). Após a London Eye, eram por volta das 14:30 hs e resolvi almoçar no Mc Donalds próximo à estação de Westminster para depois fazer o seguinte roteiro: a pé até a Ponte de Waterloo; de metrô (Temple Station) até o British Museum; de metrô (Holborn Station) até a Catedral de Saint Paul (St. Paul Station) a pé até o Museu de Londres. Passando por todos estes pontos (colocando em prática a estratégia descrita anteriormente), fiz uma cobertura muito eficiente da cidade sem me cansar muito e obtive registros fotográficos belíssimos da mesma que, realmente, é encantadora…

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Após este dia de caminhada intensa, voltei para meu hotel para descansar e, à noite, sair para curtir um pub próximo ao hotel (The Avalon Pub) até não muito tarde pois, no dia seguinte, a caminhada também ia ser longa…

Em meu terceiro dia em Londres, optei por começar o dia conhecendo o Observatório Real de Greenwich. Para isso, peguei o metrô de Clapham South Station até Westminster Station e no Westminster Pier, via cia. Thames Clipper, fiz um passeio de barco pelo Tâmisa (17 libras num passeio muito agradável, diga-se de passagem) que me levou até o Greenwich Pier, que fica próximo do observatório. Na caminhada até lá, ainda é possível registrar o Cutty Sark, um antigo veleiro britânico, que é um ponto turístico local, bem próximo do pier. Após registrar o Cutty Sark, numa caminhada de 20 min é possível chegar ao observatório, que fica na parte alta de um grande parque e conta com um pequeno museu em seu interior. O ponto máximo dessa visita ao observatório (que custou em torno de 20 libras, comprando antecipadamente pela internet) é a linha do Meridiano de Greenwich, que atrai curiosos de todo o mundo e vale ótimos registros fotográficos. Após esse passeio, voltei de barco pelo Greenwich Pier até Westminster Pier para pegar o metrô e ir até o lendário Estádio de Wembley, onde fiz mais alguns registros fotográficos espetaculares e visitei a loja oficial do estádio, que conta com excelentes produtos à venda para aqueles que querem uma lembrancinha local, para todos os preços e gostos. De lá, peguei o metrô para a estação Saint John´s Wood para visitar a famosíssima Abbey Road, onde os Beatles tiraram a igualmente famosa foto da capa do disco homônimo. Pessoas se aglomeram na referida faixa de pedestres para conseguir a bendita foto…rs. De lá, metrô até a estação Tower Hill, para uma nova visita à Tower Bridge, dessa vez atravessando a referida ponte fazendo novos registros e, a pé, uma visita à Torre de Londres (onde estão guardadas as jóias da coroa). Tudo muito lindo e imponente, de cair o queixo…rs. Após esse passeio, retorno ao hotel para um novo descanso e saída à noite para Oxford Circus Station, onde foi possível caminhar até a Leicester Square novamente para curtir a vida noturna londrina de pub em pub (novamente até não muito tarde…rs) tomando beers e comendo fish and chips para, em seguida, voltar para o hotel para o badalado quarto dia de viagem…

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Em meu quarto dia de visita a Londres, resolvi tirar uma manhã para conhecer uma outra cidade muito famosa da Inglaterra: Cambridge. Para isso, peguei o metrô até a Liverpool Street Station para pegar meu trem (da empresa Abelio Greater Anglia), que estava marcado para as 8:28 hs, em direção a Cambridge Station, numa viagem que levou 1h e 28 min. A passagem de trem eu comprei com bastante antecedência ainda no Brasil para conseguir um preço mais interessante e não me arrependi: na hora, existiam passagens de até 35 libras o trecho. Como comprei antes, paguei 6 libras por trecho, fazendo uma bela economia…

Ao desembarcar em Cambridge, logo vi que a cidade é bastante diferente de Londres, pois é extremamente tranquila. Diferente da agitação londrina, é um ambiente realmente universitário. É muito interessante ver o estilo de vida de seus moradores, que utilizam bicicletas como meio de transporte mais popular. As igrejas, as casas e o comércio apresentam-se em construções muito interessantes.

O primeiro ponto turístico de impacto a se visitar é a Great Saint Mary Church onde, por 5 libras, é possível subir até a torre da mesma e contemplar a melhor vista 360° da cidade, onde pode-se avistar os mais famosos colleges que ali se encontram. E, logo após essa visita, ainda pode-se aproveitar para fazer umas comprinhas no Market Street, que fica bem ao lado dessa igreja. Trata-se de uma feirinha popular onde pode-se comprar desde peças de artesanato a pequenos lanchinhos locais.

Após visitar a igreja e a feirinha, comecei a visitar os colleges, que ficam bem próximos dali, sendo os mais famosos o Trinity College, o King´s College e o Saint John´s College. É possível visitar internamente os colleges mediante pagamento de uma pequena taxa, que varia entre os mesmos (valores entre 3 e 5 libras).

Resolvi visitar internamente o Trinity College que, além da macieira de Newton que encontra-se em sua entrada, possui como ponto de interesse a estátua de seu mais ilustre aluno e professor, o próprio Isaac Newton, em uma de suas salas de visitação. Seu interior é muito bonito e também rendeu lindas fotos.

Logo após visitar os colleges, visitei o pub mais famoso da cidade, o Eagle Pub. Trata-se APENAS do pub onde foi anunciada a descoberta do DNA, o que o tornou um ponto indispensável numa visita a Cambridge. Foi inclusive neste pub que aproveitei para almoçar, depois de andar bastante pela cidade.

Antes de deixar a cidade, ainda aproveitei para dar mais uma caminhada na cidade e contemplar o Rio Cam, onde os universitários oferecem para os turistas um passeio de barco pelo mesmo por um preço, digamos assim, inviável: 17 libras. Mas, para quem gosta, é um excelente passeio…

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Ao fim dessa caminhada, resolvi voltar para a estação de trem para o retorno. Em mais 1,5 h de viagem de trem, já estava em Londres novamente. E ainda tive fôlego para fazer um novo passeio: uma visita ao estádio do Chelsea, no Stamford Bridge (próximo ao Fulham Broadway Station). O estádio é lindo e rende ótimos registros também, sem falar em sua loja, com vários itens interessantes relativos ao clube à venda.

Ao fim deste dia, o cansaço bateu novamente e já eram por volta das 21 hs. Neste dia, resolvi não curtir a noite londrina pois para o outro dia estava reservada a missão mais desgastante do meu passeio: visitar Liverpool, a terra dos Beatles. Fiz um lanche leve e resolvi dormir para amanhecer com bastante disposição para meu último dia no UK.

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No dia seguinte, parti para a estação London Euston para pegar meu trem (cia. Virgins Trains) às 8:40 hs e cheguei na estação Liverpool Lime Street às 11:11 hs. Comprando com antecedência, consegui uma passagem de ida e volta por 64 libras (Domingo). Na hora, haviam passagens de até 240 libras. Se eu tivesse me programado para visitar Liverpool no meio da semana, teria pago em torno de 32 libras pela passagem de ida e volta.

Comecei minha jornada por Liverpool (que fiz praticamente toda caminhando, seguindo a estratégia do início do post), fotografando e passando pelos seguintes pontos turísticos: Saint George´s Hall (próximo à estação Liverpool Lime Street) -> Liverpool Central Library -> Catedral de Liverpool -> Albert Dock. Chegando no Albert Dock, que é um local onde existem muitos bares e restaurantes onde os moradores de Liverpool se reúnem para conversar, beber e assistir eventos culturais da cidade, passei na Beatle Story (loja oficial e personalizada que vende artigos referentes aos Beatles) para comprar lembrancinhas locais e almocei num restaurante por ali mesmo (na Albert Dock) para, em seguida, passear pela cia. “Magical Mystery Tour” (saída às 13 hs), que leva os passageiros para um passeio pelos pontos turísticos da cidade relativos aos Beatles: a rua onde morava o Ringo, a Strawberry Fields, a Penny Lane, a casa de George Harrison, a casa de Paul McCartney e a casa de John Lennon. UM PASSEIO INESQUECÍVEL!

Ao fim desse passeio, o tour ainda nos levou para o lendário Cavern Club, o primeiro pub onde os Beatles se apresentaram em Liverpool, o qual conta com shows de várias bandas cover, tanto dos Beatles, quanto de outros grupos. Um ambiente muito bacana para quem curte uma boa música acompanhada de uma beer gelada…rs.

Após curtir bastante o Cavern Club, ainda restou energia para visitar o Anfield Road, o estádio do Liverpool FC. Para isso, como estava bem cansado, resolvi pegar um táxi e, em 10 min, estava no estádio. Fica numa região um pouco mais afastada do centro e o estádio não é tão bonito assim… Mas a loja do clube é bem legal e vale a pena para fazer umas compras. E algumas fotos do estádio como lembranças também são bem-vindas…rs.

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Ao final desta última visita, retornei para Liverpool Lime Street Station para meu trem às 19:30 hs e cheguei em Londres bem cansado às 22 hs. Foi o final da minha incrível visita à UK. Novamente dispensei a night nesta última noite de visita a Londres para descansar desse passeio e acordar no dia seguinte bem cedo para ir até St. Pancras International Station para pegar o trem da Eurostar rumo à Paris numa viagem de (apenas) 2,5 hs de duração. Para saber como foi o desenrolar da viagem em Paris, clique aqui.



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Luiz Carahu é professor, carioca, e apaixonado pela arte de conhecer lugares novos. Sempre que é possível, dá uma escapada para dar uma monitorada no mundo e ver se está tudo em ordem pelo planeta Terra...

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