Extraindo o máximo de uma visita a Paris (com bate-volta em Versailles) em 4 dias intensos…

VIA EUROSTAR, DESEMBARCANDO PARA UMA VISITA A PARIS…

Vindo diretamente de trem, via Eurostar, da estação Saint Pancras International em Londres, após uma viagem de +- 2,5 hs, desembarquei na estação Gare Du Nord em Paris para dar sequência a minha viagem, que se iniciou em Londres. Para essa visita a Paris, selecionei 4 dias que, para a quantidade de pontos turísticos que pretendia visitar, deveriam ser intensos… Mas, apesar do tempo apertado, acabou sendo uma visita bem

agradável e nem tão cansativa à Cidade Luz, pois o planejamento também foi bem elaborado…

Chegando em Paris por volta das 13 hs, optei por me hospedar num hotel o mais próximo possível à estação de trem Gare Du Nord (o escolhido foi o excelente Libertel Gare de L´est), para evitar um desgaste desnecessário me deslocando por um longo tempo à procura do meu hotel. Com isso, às 14 hs eu já estava de banho tomado e checkin concluído para começar meu passeio pela capital francesa.

A estratégia de deslocamento adotada em Paris foi a mesma adotada em Londres: se o ponto turístico em que eu estivesse ficasse a uma distância de até 20 min de caminhada para próximo (segundo o Google Maps), eu saía desse ponto para o outro caminhando. Se a distância fosse maior que 20 min de caminhada, eu ia de transporte público (na maioria das vezes, de metrô).

O metrô de Paris (pegue imediatamente no hotel ou em alguma estação um mapinha do metrô/RER para já ir começando a estudar os percursos) não possui um cartão recarregável inteligente para utilizar no transporte público, assim como em Londres (Oyster Card). Ainda assim, a melhor forma de se deslocar utilizando transporte público em Paris é priorizando o metrô (que também merece um cauteloso pré-estudo antes de se chegar a capital francesa, que pode ser feito clicando-se aqui e aqui) e, no momento de comprar os bilhetes, comprar muitos de uma única vez (dentro da sua estimativa de quantidade de vezes que precisará utilizar o metrô parisiense durante sua visita à cidade) utilizando a modalidade de compra de bilhetes t+ onde, comprando pacotes de 10 bilhetes numa única vez, o preço unitário do bilhete acaba tendo um excelente desconto (para valores desse momento em que estive lá, o preço unitário do bilhete era de +- 1,80 euros. No t+ o bilhete saía por +- 1,40 euros). Sem falar que ganha-se tempo quando não existe a necessidade de comprar bilhetes toda vez que for utilizar o metrô de Paris. Estes bilhetes podem se adquiridos em caixas automáticos do metrô ou com os caixas convencionais disponíveis em algumas estações.

Voltando ao roteiro: após o checkin no hotel (14:00 hs), peguei o metrô na estação mais próxima do meu hotel (Gare De L´est) e parti logo para o principal ponto turístico da cidade: a Torre Eiffel (estação Ecole Militaire). Após os primeiros registros, andei até a Ponte De L`Alma, que conta com um monumento em homenagem à princesa Dyana (local de sua morte). De lá, andei até o Arco do Triunfo (onde aproveitei para comprar o Paris Museum Pass de 2 dias, que me deu direito a entrar em quase todos os museus de Paris quantas vezes quisesse por 2 dias consecutivos, detalhes aqui), que também é um ponto indispensável nessa visita à Paris. No Arco do Triunfo, decidi que iria quebrar momentaneamente meu planejamento de não caminhar mais que 20 min de um ponto turístico ao outro (mas foi somente desta vez…rs) e caminhei de lá até a Praça da Concórdia, cortando integralmente a famosíssima Av. Champs Élysées. Não queria perder nem 1 m2 dessa avenida e nem deixar de ver suas igualmente famosas (e ricas) lojas. O verbo correto é esse mesmo: VER! (rs).

img_20160807_154036534

img_20160807_162255570

img_20160807_170534242

img_20160807_220208914

Após chegar à Praça da Concórdia e fazer todos os devidos registros, optei por pegar o metrô (estação Concorde) novamente até o hotel (estação Gare De L´est) e descansar um pouco para, logo mais, tirar as famosas fotos noturnas da Torre Eiffel. E assim fiz: ao retornar, esperei por mais alguns instantes até que anoitecesse totalmente (por volta das 21:30 hs) e vi o momento exato em que a torre foi iluminada. Um espetáculo à parte! E tudo pode ser observado de uma feirinha que fica próxima à torre, para apreciar o evento fazendo um lanche e tomando uma cerveja. Um final de dia bem light e interessante, principalmente para quem veio de trem numa viagem de 2,5 hs, andou bastante o dia inteiro e ainda não queria desperdiçar a noite do primeiro dia em Paris no hotel.

No segundo dia em Paris, embora não seja muito fã de museus, resolvi que pelo menos o Museu do Louvre merecia uma visita, nem que fosse para somente ver a Monalisa. E foi exatamente isso que fiz: com o Paris Museum Pass em mãos, parti às 9:00 hs da manhã para o Louvre (desembarcando na estação Palais Royal – Museu do Louvre) e fiz a famosa visita. Após muitas fotos e ficar em torno de 3 hs andando pelo Louvre, fiz um passeio pelo Jardim das Tulherias e, logo após esse passeio, andei até os Bateaux Mouches, onde fiz um passeio de barco de 1 h pelo Rio Sena (compra-se na hora, em torno de 15 euros). É um passeio que vale muito a pena, pois cobre uma boa parte dos pontos turísticos de Paris que beiram o Sena por um ângulo diferente, entre eles: Torre Eiffel, Invalides, Musée d’Orsay, Grand Palais, Louvre, Place de la Concorde, Notre Dame e Conciergerie.

Ao fim do passeio, fui ver de perto a Catedral de Notre Dame (saindo da estação Alma/Marceau até a estação Cité) tanto externamente quanto internamente (prepare-se para a fila…rs). Após os devidos registros e algumas comprinhas em lojinhas de souvenirs próximas à Catedral, fiz um passeio, almocei e tomei um café no famoso bairro Quartier Latin, que é também bem próximo à Catedral. Depois, mais uma caminhada até a Praça da Bastilha, de lá até a famosa casa de espetáculos Bataclan e, finalmente, de lá para o hotel (estação St. Ambroise até Gare De L´est) para o merecido descanso de um dia intenso. Afinal, o dia seguinte prometia…

img_20160808_091757903_hdr

img_20160808_095929329

img_20160808_113310197

img_20160808_162433985

Para meu terceiro dia em Paris, resolvi utilizar novamente meu Paris Museum Pass, dessa vez visitando o Palácio de Versailles. Para ir até Versailles (que é bem próximo de Paris), dentre inúmeras formas de chegar até lá, optei pela seguinte: comprei o bilhete de metrô modalidade Móbilis, que permite utilizar o metrô/RER até a zona 4, onde está o palácio (e ainda serve para utilizar o metrô/RER de Paris inúmeras vezes naquele dia em que foi ativado, economizando bilhetes adquiridos na modalidade t+), peguei o metrô até a estação Saint Michel Notre Dame e, de lá, peguei o RER C5 indo até a estação Versailles Rive Gauche. Dessa estação até a entrada do palácio, uma caminhada de +- 10 min. Ao chegar lá, uma fila GIGANTESCA. Coisa de ficar 1,5 hs na fila para ENTRAR no palácio. Mas vale a pena: os registros fotográficos do local, tanto do interior quanto dos jardins do palácio demonstram bem o que foi o poder da nobreza francesa no séculos XVII e XVIII.

Por volta das 15 hs, já estava de volta à Paris, onde resolvi fazer uma caminhada às margens do Rio Sena, seguindo até o Palais Garnier e a Galeria Lafayette. De lá, até o hotel para um descanso (vindo da estação Chaussée d´Antin Lafayette até Gare De L´est) e, logo mais à noite, curtir a night parisiense de bar em bar novamente no Quartier Latin, finalizando assim mais um dia na capital francesa.

img_20160809_155003

img_20160809_112808882

Para meu último dia em Paris, reservei pela manhã uma visita ao famoso bairro de Montmartre, indo da estação Gare De L´est até a estação Abbesses. Após algumas fotos junto ao igualmente famoso muro do “Eu te amo”, comecei minha jornada pelo bairro subindo as escadarias que levam à praça do artistas de rua com suas maravilhosas obras de arte expostas para o público admirar e comprar e à Basílica de Sacre Couer. Um lugar único em Paris, simplesmente INDISPENSÁVEL. Como a Basílica fica no alto de uma colina, pode-se obter uma visão espetacular da cidade de Paris.

Após visitar a Basílica tanto por dentro quanto por fora e almoçar num restaurante na praça dos artistas, continuei minha saga indo agora em direção à famosa casa de espetáculos (cabaré mesmo) Moulin Rouge para alguns registros de rotina. Afinal, como fica no pé do bairro de Montmartre, acabou sendo bem estratégico voltar passando por lá. Após explorar Montmartre, segui para o famosíssimo cemitério de Père Lachaise (saindo da estação de metrô Blanche até a estação Philippe Auguste), onde pude registrar os túmulos de algumas personalidades muito famosas, entre elas: Oscar Wilde, Jim Morrison e Allan Kardec. Admito que foi um programa pouco convencional, mas achei interessantíssimo e não me arrependi nem um pouco…rs. Depois de todos esses pontos, ainda restou fôlego para duas visitas: visitar o Stade de France (estação Saint Denis Porte de Paris) e dar a última admirada na cidade vista de cima visitando a Torre de Montparnasse (estação Edgar Quinet), no bairro homônimo. Uma visão espetacular, que vale a pena a visita, embora a subida na mesma seja um pouco salgada (+- 17 euros).

img_20160810_160122

img_20160810_093028609_hdr

img_20160810_113537964

img_20160810_115441752

img_20160810_120659108

img_20160813_183925

Após essa última visita, só restou descansar desse meu último dia de visita a Paris. Dispensando mais uma vez a night parisiense, me recolhi para no dia seguinte seguir viagem, dessa vez rumo à Bruxelas, onde os detalhes podem ser conferidos aqui.



Booking.com

The following two tabs change content below.
Luiz Carahu é professor, carioca, e apaixonado pela arte de conhecer lugares novos. Sempre que é possível, dá uma escapada para dar uma monitorada no mundo e ver se está tudo em ordem pelo planeta Terra...

2 pensamentos sobre “
Extraindo o máximo de uma visita a Paris (com bate-volta em Versailles) em 4 dias intensos…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *