Afinal: existe um método específico para montar um roteiro de viagens?

Antes de mais nada, a resposta é super simples: NÃO!

A montagem de um roteiro de uma viagem é o momento mais importante de todo o processo (talvez até mesmo do que a pesquisa dos custos da mesma). Porque uma viagem, por mais barata que se possa conseguir, acaba sendo frustrante se a mesma for mal planejada. É o famoso “barato que sai caro”. De repente, é melhor gastar um pouquinho mais e fazer um passeio mais bem elaborado, que atende a todas as expectativas…

E outra coisa: na maioria das vezes, otimizar uma viagem não significa gastar mais. Um roteiro bem desenvolvido pode resultar também numa viagem mais em conta…

E há, inclusive, aqueles que não gostam de ter trabalho nenhum e preferem ficar com os roteiros prontos de agências de viagens. Eu, particularmente, acho que o turista fica com tudo muito “amarrado”. Sem falar que, fatalmente, fica beeeem mais caro…

Mas voltando à resposta da pergunta do título do post: não existe uma

fórmula mágica para esse processo.  Mas existem aquelas dicas e procedimentos gerais que podem facilitar bastante a vida do turista em seu destino, fazendo-o aproveitar significativamente melhor a trip do que partir para a mesma sem planejamento nenhum ou com planejamento errado.

E, para a elaboração deste roteiro, existe algo que é peça fundamental no momento dessa criação: O PERFIL DO VIAJANTE!

Por exemplo: se o perfil do turista for de mochileiro, além de muito provavelmente possuir um tempo maior de viagem (maior quantidade de dias), ele fica mais descansado com relação à hospedagem, datas, alimentação e formas de se deslocar dentro do(s) destino(s) escolhido(s). Ou seja, o roteiro fica mais flexível. Já para aqueles que possuem um número determinado de dias, o roteiro se torna um pouco mais fechado.

Como o caso mais comum refere-se aos viajantes que possuem número limitados de dias, seguem as dicas com métodos que uso na elaboração de meus roteiros:

1- Com relação aos pontos turísticos:

. Estabelecer previamente os pontos de interesse principais: pontos turísticos que, definitivamente, não posso deixar de visitar.

. Estabelecer previamente os pontos de interesse secundários: pontos turísticos que, se possível, irei incluir no roteiro.

. Verificar previamente os horários de funcionamento e preços dos pontos turísticos. Nada mais frustante que chegar todo empolgado no local para uma visita e: TUDO FECHADO!

. Se possível, comprar TODOS os ingressos previamente pela internet e chegar no destino com tudo no bolso. Motivo: economia de tempo (evitando filas) e de dinheiro (compras antecipadas normalmente saem mais em conta).

2- Deslocamento entre os pontos turísticos:

Se os pontos turísticos, após observar no Google Maps, forem TODOS OU QUASE TODOS, muito distantes um do outro (destinos que incluem muitos pontos diferentes de praias, por exemplo) e o transporte público do destino não for de qualidade, torna-se muito útil alugar um carro. Ficar se deslocando entre um local e outro no perrengue ou gastar um fortuna de táxi só vai te cansar (e/ou te deixar pobre) e tornar a viagem um sacrifício…

Se o transporte público for bom, use e abuse do mesmo. A utilização do transporte público te aproxima da rotina dos moradores locais e você acaba se ambientando melhor com o destino. Se possível, utilize inclusive para o deslocamento aeroporto-hotel… E sempre atento às possíveis existências de cartões de transporte público de bilhetagem inteligente no local para economizar e evitar filas.

Se os pontos turísticos forem todos razoavelmente próximos uns dos outros e o transporte público for bom, segue a melhor das dicas: utilizando o Google Maps, organize a sequência das visitas aos pontos turísticos (principais e secundários) de maneira que o deslocamento entre os mesmos seja o menor possível. Após essa organização, observe se o deslocamento entre cada 2 pontos, andando, é superior a 15 min. Se for superior, dê preferência ao deslocamento utilizando o transporte público. Se for inferior, dê preferência ao deslocamento via caminhada. Assim você não se desgasta com longas caminhadas e, ao mesmo tempo, aproveita as caminhadas curtas para conhecer melhor a cidade.

3- O descanso também é importante:

Não adianta querer ver tudo num dia intenso de deslocamentos e depois ficar morto no hotel sem ânimo para nada. E se o destino oferecer vida noturna animada (e o viajante gostar da noite, é claro), o descanso à tarde é fundamental. Se o dia seguinte oferecer muitos pontos turísticos de interesse novamente, maneirar na noitada também é uma boa (e necessária) estratégia.

4- Se possível, ter um dia totalmente livre:

Ter um dia (ou pelo menos uma tarde ou uma manhã) em que não há nada agendado é também uma excelente opção. Ficar livre para fazer o que quiser, não fazer nada ou fazer algo que só se descobre no próprio destino é uma outra forma de sentir a atmosfera local, agregando bastante à viagem.

5- Avaliar se os longos deslocamentos são melhores por terra ou de avião:

Aqui a dica é simples: buscar a melhor combinação preço-tempo de deslocamento. Se existir uma possibilidade de deslocamento por terra (carro ou trem) que sai um pouco mais cara do que a opção de ir com aquela passagem promocional de avião, é preciso estar atento ao seguinte: o processo de se pegar um avião inclui chegar cedo ao aeroporto (às vezes em horários nada convidativos), despachar bagagem, tempo de voo, retirar bagagem e deslocamento aeroporto-hotel (normalmente deslocamento longo). Às vezes, é melhor pagar um pouco a mais e ir por terra para se estressar menos… E, se o destino possui uma malha ferroviária/rodoviária bem estruturada e bem localizada, hospedar-se perto da estação de trem/rodoviária local, se possível, é uma boa opção…

Obs.: se possível, comprar TODOS os tickets de longos deslocamentos (ônibus/trem/avião) previamente pela internet e chegar no destino com tudo impresso e no bolso. Motivo: novamente, economia de tempo (evitando filas) e de dinheiro (compras de tickets antecipadas normalmente saem mais em conta).

6- Bate-volta e/ou pit-stop:

Seja de carro, ônibus ou trem, se existe alguma cidade ou região que é convidativa para uma visita de um dia (às vezes até mesmo uma manhã), as modalidades bate-volta e/ou pit-stop são boas opções. Sair cedo para conhecer outro ponto relativamente próximo (no máximo +- 2 hs de distância) e voltar para o local onde se está hospedado (bate-volta) ou enquanto está se deslocando de um local para outro e existe a possibilidade de parada para uma visita numa cidade ou região intermediária de interesse (pit-stop) é uma maneira de incrementar significativamente uma viagem. Isso também se aplica para viagens de avião que possuem longas conexões e cujo aeroporto de conexão oferece formas rápidas de sair e voltar para o mesmo (pit-stop).

7- Nunca é demais lembrar:

Estar sempre atento às questões de documentação: passaportes, vistos, documentos de identidade, seguro viagem (principalmente se for obrigatório), etc.

É com esses princípios que elaboro meus roteiros. Espero que seja útil para os leitores e que eu tenha colaborado um pouquinho para que suas viagens sejam ainda mais inesquecíveis!

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Luiz Carahu é professor, carioca, e apaixonado pela arte de conhecer lugares novos. Sempre que é possível, dá uma escapada para dar uma monitorada no mundo e ver se está tudo em ordem pelo planeta Terra...

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