Desbravando Buenos Aires de Maneira Agradável e Eficaz!

“O mal da grande família humana é que todos querem ser o pai.” (Mafalda, personagem criada pelo cartunista argentino Quino)

Nesta férias de janeiro de 2018, o destino escolhido foi a América do Sul, iniciando a trip pela Argentina, mais precisamente numa visita a Buenos Aires. 🇦🇷

A capital portenha é um dos destinos mais visitados pelos brasileiros. De fato, a cidade é espetacular e opções não faltam para quem quer curtir uma viagem internacional numa cidade classificada mundialmente como Cidade Global Alfa. 😀 😍

A preparação do roteiro para esta viagem começou contemplando, além dos pontos turísticos que seriam visitados (tanto os principais, quanto os secundários), dois pontos extremamente importantes e que fazem toda a diferença no orçamento: onde fazer o câmbio e como se deslocar dentro da cidade.

A primeira dica é a seguinte:

não fazer o câmbio no Brasil (cotação geralmente é horrível). Se a visita for realizada no verão, geralmente a melhor opção é fazer o câmbio no Banco Nación, tanto no aeroporto de Ezeiza quanto no Aeroparque (no meu caso, cheguei pelo Aeroparque). Atenção apenas ao horário de funcionamento: no Ezeiza, o banco funciona 24 hs. No Aeroparque, entre 6hs e 0 hs. Se a visita a Buenos Aires for feita no inverno, se puder esperar um pouco para fazer o câmbio no Centro, é um pouco melhor…

Com relação ao deslocamento Aeroparque-hotel (que foi o meu caso), tentei utilizar o Arbus (ônibus especializado que liga o aeroporto a alguns pontos estratégicos da cidade) para ir à Recoleta (bairro onde ficava o meu hotel). Porém, chegando lá, descobri que dentre as linhas que o Arbus possui, justamente a que eu precisava (que iria para o Alto Palermo) estava desativada. Daí, tive que me render ao táxi para ir ao hotel. Ou seja, esse deslocamento acabou saindo um pouco mais caro que o planejado…

Para se movimentar pela cidade, no próprio aeroporto comprei e carreguei num “kiosco” do aeroporto um cartão SUBE (cartão inteligente de transporte público, que pode ser carregado com um valor que é debitado a cada utilização do mesmo nos ônibus e no Subte, que é como eles chamam o metrô). Com esse cartão, que pode ser utilizado simultaneamente por mais de uma pessoa, me movimentei de maneira dinâmica pela cidade. Basta se planejar e calcular o valor aproximado que pretende-se gastar ao longo da viagem, carregar o cartão e se despreocupar com a questão do deslocamento… 😎

cartao sube

O roteiro, em si, obedeceu a seguinte sequência: no primeiro dia, como cheguei por volta das 17 hs, só tive tempo mesmo de fazer o check in no Hotel Épico Recoleta (que fica próximo à estação Las Heras, do Subte), descansar um pouco, e já sair para aproveitar um dos grandes atrativos da cidade: jantar num bom restaurante e apreciar a famosa carne argentina. O lugar escolhido foi um restaurante chamado Las Cañas, que fica num lugar super bacana, um pólo cultural que conta, além de restaurantes, com diversos teatros e museus. Este pólo fica no centro da cidade e é chamado de Paseo La Plaza (próximo à estação Callao, do Subte). Após apreciar o famosíssimo bife de chorizo argentino, beber um bom vinho e fazer os primeiros registros fotográficos, voltei para o hotel, também via Subte, e logo fui dormir para acordar bem disposto para a caminhada que me esperava no dia seguinte.

paseo la plaza

No segundo dia, às 8 hs, de café da manhã tomado e mapa da cidade na mão, fui de metrô até a estação 9 de Julho e fiz, caminhando, a seguinte sequência nessa visita a Buenos Aires Central: Obelisco – Teatro Cólon – Praça de Maio – Catedral Metropolitana – Casa Rosada – Museu Bicentenário – Puente de La Mujer – Calle Florida (excelente para comprinhas, lembranças e onde encontram-se vários agentes do “câmbio negro”, o qual não recomendo) – Galerias Pacífico (almoço) – Plaza San Martin. Como ainda estava cedo, fui da estação Gal. San Martin até a estação Congreso Tucumán e, após caminhar por 16 quadras (+- 20 min) cheguei ao estádio do CA River Plate, o Estádio Monumental de Nuñez, para fazer a visita guiada ao estádio e ao museu do clube (260 pesos argentinos). O estádio é bem bonito e, tanto o campo quanto o museu, rendem lindas fotos.

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Após a visita, voltei ao hotel para um breve descanso e, por volta das 21 hs, experimentei o serviço da Uber para ir jantar novamente na cidade portenha. Porém, dessa vez, no bairro de Puerto Madero (o Uber funcionou muito bem). O lugar, à noite, é simplesmente LINDO e, portanto, INDISPENSÁVEL numa visita a Buenos Aires. Rende excelente fotos…

O lugar escolhido dessa vez foi o restaurante SIGA LA VACA. Nesse restaurante, pagando 480 pesos, é possível comer diferentes tipos de carne até explodir e o consumidor ainda tem direito à 1 L de cerveja (ou refrigerante) e uma sobremesa. Muito bom! 😋. Para voltar, utilizando o Wi-fi do restaurante (praticamente todos os restaurantes oferecem Wi-fi), novamente o Uber entrou em ação, mostrando toda sua eficiência (sou muito fã…rs. Mas é sempre recomendável ter o dindin separado para um táxi num caso de emergência…).

puerto madero buenos aires puerto madero buenos aires

O terceiro dia foi dedicado inicialmente ao bairro onde me hospedei, a Recoleta. Saindo do hotel por volta das 9 hs, novamente de café tomado e mapa na mão, fiz a seguinte sequência: Cemitério da Recoleta – Museu Nacional de Belas Artes – Floraris Generica – Museu de Arte Latino Americano – Jardim Japonês (120 pesos, mas vale a pena). Novamente, como ainda estava cedo, resolvi ir de metrô até a estação Constitución e, de lá, caminhar por + – 20 min até o famosíssimo Estádio La Bombonera, sede do Boca Juniors, onde também fiz a visita guiada ao estádio e ao museu (240 pesos). Assim como no Monumental de Nuñez, as fotos ficaram espetaculares… Dali mesmo, caminhei  uns 7 min até o Caminito, uma região dentro do bairro La Boca, famosa por suas casas coloridas e suas lojas e restaurantes (onde inclusive almocei assistindo a um tango argentino…rs.) Também rende ótimas fotos…

floralis generica buenos aires jardim japones buenos aires

museu do boca juniors buenos aires la bombonera la bombonera

Depois de voltar ao hotel e descansar um pouco, ainda sobrou energia para, por volta das 21 hs, sair para curtir novamente a night portenha, dessa vez no bairro Palermo Hollywood (novamente de Uber…rs). Por lá, fiz um tour pelos bares locais, onde pode-se encontrar uma grande variedade de estilos musicais, bebidas e petiscos. Um bairro bastante agradável para quem curte a vida noturna…

palermo hollywood

O último dia dessa visita a Buenos Aires foi o mais light (afinal, o ritmo estava intenso, com caminhadas e vida noturna sempre combinadas…rs). Nesse dia, que foi dedicado às compras, ficou restrito à visita a Plaza Dorrego (bairro de San Telmo), que conta com um pequeno pólo de restaurantes e lojas ao seu redor (trata-se de um lugar famoso próximo ao centro da cidade, em especial aos Domingos, quando funciona uma feira bem animada na praça). Por ali aproveitei para tirar umas fotos com o monumento dedicado à personagem Mafalda que fica perto dali (muito bacana) e fazer mais algumas compras na Calle Florida (onde também almocei). Após um descanso merecido e mais longo no hotel, a última night portenha foi no Hard Rock Café, no próprio bairro da Recoleta. Nem precisa-se comentar que o bar é simplesmente espetacular e rendeu também excelente registros fotográficos…

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No dia seguinte, a sequência da viagem me levou, via Buquebus (barco que liga Buenos Aires ao Uruguai. Dica: compre sempre suas passagens para o Buquebus no site uruguaio da companhia. No site argentino é mais caro…) para a cidade de Colonia Del Sacramento. Mas essa etapa fica para o próximo post, que pode ser conferido aqui.

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Luiz Carahu é professor, carioca, e apaixonado pela arte de conhecer lugares novos. Sempre que é possível, dá uma escapada para dar uma monitorada no mundo e ver se está tudo em ordem pelo planeta Terra...

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